Jamanta é uma Xavelha (barco de pesca tradicional de Camara de Lobos), construida em 1938 durante a guerra e originalmente nao tinha motor, já foi aos açores à vela. Foi construída pelo Sr. Gonçalves de Jesus. Jamanta será o barco mais velho a velejar nesta Ilha.
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Fotos: Garajau Diving |
O Alemao Rainer Waschkewitz, em 1980, abre a primeira empresa de Mergulho da Ilha e encantado com Jamanta, compra a xavelha, salvando-o do risco de abate. Em 984 na capitania, surge a primeira Xavelha local auxiliar no Mergulho. Rainer parte para um restauro e a xavelha ganha um ar mais sofisticado, com cabine, acabamento em Mogno e um novo mastro.
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Fotos: Garajau Diving |
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Fotos: Garajau Diving |
Jamanta - Texto retirado dos arquivos do Garajau Diving
A empresa de Rainer cresce, oferecendo aos seus clientes embarcaçoes moderna.

O Pescador Jose Rosa, com 40 anos de pesca, aproveita a oportunidade e compra a xavelha. Sr Rosa investe na fibra de vidro e a Xavelha Jamanta volta para casa, como auxiliar na pesca de camara de lobos. Sr. Rosa se aposenta em 2013, colocando a venda a Xavelha Jamanta no cais de Machico.
Em 2011, dois estrangeiros encontram-se na Ilha da Madeira, juntos criam a primeira Oficina de Arte e Reciclagem da Ilha da Madeira e sonham com o restauro de uma xavelha Velha. Um com habilidades em carpintaria e o outro na arte de reciclar, encontram uma humilde Xavelha chamada Jamanta na baia de Machico e iniciam o maior pojeto da recém criada Oficina de Reciclagem.
Jamanta apresenta sinais de um barco que sofreu diversas alterações e adaptações, na tentativa de sobreviver aos possíveis abates promovidos pelo governo, suprindo a necessidade dos seus senhores.
A Xavelha Jamanta hoje tem um novo objectivo, mostrar do que é feito uma Xavelha, que consegue resistir 75 anos no mar.
Jamanta
foi levada para o estaleiro da Ilha da Madeira com a supervisão inicial do Mestre
Jorge.
O JACTO DE ÁGUA E AS LAPAS NO CASCO
JAMANTA
COMEÇA A PERDER 75 ANOS DE TINTA
OBSERVA-SE O CASCO FEITO EM “TOLA”.

TOLA
Nome científico Gosweilerodendron Balsamiferum - Família Caesalpinaceae
A
Tola é uma árvore muito alta, nativa da África Ocidental, que favorece a
profundidade dos solos e a abundância de humidade. Pode chegar a atingir cerca
de 60 m de altura e o tronco, de casca resinosa, pode medir entre 70-80 cm de
diâmetro. As folhas são pinadas com seis a dez folíolos dispostos
alternadamente e com 4-10 cm de comprimento. As flores são pequenas e brancas.
AS BORDAS
Nos
surpreenderam com a linda cor, elegância e majestade do Mogno.
MOGNO
NOME CIENTÍFICO Swietenia macrophylla King. FAMÍLIA Meliaceae
O mogno corre sério risco de extinção. Um dos motivos é a extração de madeiraclandestina que causa também devastação da floresta amazônica.
A espécie é considerada altamente resistente ao ataque de fungos apodrecedores e boa resistência a insetos de madeiras secas, modaradamente resistente a cupins e baixa durabilidade em contato com o solo e umidade.
A madeira é moderadamente fácil de ser tratadas, é considerada de média facilidade de impregnação.
ACÁCIA
Nome científico: Acacia melanoxylon R. Br. Família: Fabaceae (Leguminosae)
A madeira é moderadamente fácil de ser tratadas, é considerada de média facilidade de impregnação.
A madeira de MOGNO OU AGUANO, de aparência agradável, com mínima diferenças nas contrações lineares, é indicada para móveis de luxo, lambris, painéis, folhas decorativas, contraplacados especiais; em construção civil, como acabamentos internos, molduras, cordões, guarnições, venezianas, persianas, rodapés e, ainda, tábua para assoalhos de residências; decorações interiores de navios e embarcações; fabricação de instrumentos musicais, caixa de ressonância, modelos de fundição, esculturas, artigos de escritório, réguas de cálculo, esquadrias, entalhe, coronha de armas, laterais de escada, utensílios de cozinha etc. Devido ter sua durabilidade natural moderada e ser impermeável ao tratamento preservante, não deve ser empregada em contato com o solo ou outras condições favoráveis à deterioração biológica.
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Partes em Mogno no restauro |
AS FERRAGENS
O DECK
A fibra de vidro foi colocada de forma grosseira, causando infiltracao no convés, afetando a madeira do costado. A sua retirada foi imediata e como já nao era supresa o deck por baixo já nao estava em boas condicoes.
AS CAVERNAS
Com
a retirada do deck, optamos por trocar toda a madeira que sofreu com humidade e
a fibra de vidro. Nesta fase detectamos que 30% do madeiramento
das cavernas deveriam ser substituídas,
mas resolvemos trocar todas e a nossa melhor opção foi Madeira de Acácia.
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Cavernas em restauro em Ácacia |
Nome científico: Acacia melanoxylon R. Br. Família: Fabaceae (Leguminosae)
Em Portugal é chamada Acácia-da-austrália e tem carácter invasor, propagando-se por sementes. A época de floração é no início da Primavera (Março, Maio), apresentando a floração a cor creme. O fruto é uma vagem em forma de S. Não tem exigências quanto ao tipo de solo, mas prefere solos ácidos. Sofre em situações de seca. Encontrada isolada ou em grupo. Tem um crescimento rápido, sendo considerada uma árvore de médio porte — altura: 10 a 15 m — diâmetro: 7 m.
Curiosidade sobre a Acácia na construçao do templo
Conhecida como uma madeira muito dura à madeira de Acácia é uma árvore encontrada nos desertos do Sinai, e também nos desertos ao redor do Mar Morto. Além de ser uma madeira muito dura ela também é bem pesada, sendo uma madeira que oferece muita resistência contra os cupins, especial para o fabrico de móveis e construções de casas.
FECHANDO AS RANHURAS
Aqui a nossa opçao foi mais ecológica e a Serragem é reaproveitada com resina
BANHO DE LINHAÇA
Na
parte superior em Mogno, optamos nesta fase em usar o óleo de linhaça para uma impermeabilização e dar a madeira uma suavidade antes da pintura. A
primeira camada foi sugada de imediato e a mistura foi feita dom diluente
sintético para uma melhor absorção do óleo.
Dentre as tantas funções a que serve o óleo de linhaça, você sabia que oóleo de linhaça pode ser utilizado notratamento da madeira? Ele funciona como um protetor, não tão brilhante quanto o verniz e não tão espesso quanto a cera, mas dando um acabamento sutil ao mesmo tempo em que protege. Ele é recomendado para a madeira de ambientes internos, como móveis, portas, janelas e pequenas peças. Mas usamos na parte exterior, pois queremos que ao entrar em contato com o sol, possa escurecer o Mogno. Seu efeito é o de deixar a madeira mais quente, com seus veios acetinados e bem tratados. O óleo fornece impermeabilização, protegendo a madeira de manchas decorrentes de líquidos.
O TANQUE DE GASÓLEO
O tanque do Jamanta é de aço e bem grosso. Se a ideia é nao criar mais lixo, vamos lá tentar reaproveitar.
Primeiro o barril foi lixado e levou uma mao de diluente. Finalmente usamos o bondex anti-corrosivo. Seria mais fácil usar um barril novo da Galp, mas para nossa surpresa...
Tantantan.... Olha o que encontramos....
É para lá que vamos...
AMIGOS QUE PARTICIPARAM DESTA PRIMEIRA FASE
Gi e Vick
Pintor Alemao Wolfgang Lass
Mergulhador Elgar Pinto

Guia da Natureza Nuno Abreu
Mergulhador Elgar Pinto
Guia da Natureza Nuno Abreu
Músico e Guitarrista Duarte Rodrigues
Estudantes Vick, Lana, Mariza, Afonso e Joao
Joao, Vick e Lana
Joao e Eva
XAVELHO - Sr Rosa Ex-proprietário da Jamanta
Kevin Pimpson
JAMANTA EM 05 DE DEZEMBRO DE 2013
Resolvemos retirar Jamanta do Estaleiro de Caniçal por falta de proteçao contra o sol e a chuva.
O transporte foi muito complicado e gerou um custo inesperado, mas foi positivo ver Jamanta protegida, pronta para receber um novo deck e tratamento no casco quase centenário.

Enhorabuena...
ResponderEliminarUn buen ejemplo a seguir en la preservacion del Patrimonio Cultural y Etnografico de la Isla....
muito bem Gisele, agora é continuar! E vai nos descrevendo o restauro para irmos acompanhando ;)
ResponderEliminarFascinada com a transformação da Jamanta... ;-) Nice!!
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